terça-feira, 20 de julho de 2010

Uma meta atingida... e um longo caminho para percorrer!


Pois é! A fase da formação terminou.
Para uns com mais sucesso do que para outros. Mas creio que todos saíram mais ricos: de saber, de amizades e de novas experiências de vida. O "canudo" não é tudo.
O mais importante é a força de vontade de cada um e a "garra" que tem para passar à etapa seguinte... seja ela qual for.
Esta onda já chegou à praia... mas muitas outras a seguirão! A vossa onda também irá chegar... mais cedo ou mais tarde...
A vida continua e a todos desejo BOA SORTE e sucessos no futuro.
Sabem sempre como me contactar, pelo que não digo adeus... apenas ATÉ BREVE!

domingo, 9 de maio de 2010

O que é Aquilo



Nestes dois filmes: Mostramos o conflito, entre duas gerações na nossa sociedade actual.
Foi a pensar nestes duas situações, que desafio as novas gerações vindouras…
“Não cometam os mesmos erros no futuro, os mesmos que se estão a cometer nesta actualidade”

Não tenho "TEMPO"

Não tenho tempo

" Sabes, meu filho, até hoje não tive tempo para brincar contigo. Arranjei tempo para tudo, menos para te ver crescer. Nunca joguei dominó contigo, damas xadrez, ou batalha naval. Eu percebo que tu me procuras, mas, sabes, meu filho, eu sou muito importante e não tenho tempo. Sou importante para números, convites sociais e toda uma série de compromissos inadiáveis. Como largar tudo isso para brincar contigo? Não, não tenho tempo.

Um dia trouxeste o teu caderno escolar para eu ver e ficaste ao meu lado. Lembras-te? Não te dei atenção e continuei a ler o jornal. Porque afinal... afinal os problemas internacionais são mais sérios do que os da minha casa. Nunca vi os teus livros, não conheço a tua professora. Nem me lembro qual foi a tua primeira palavra. Mas, tu sabes, eu não tenho tempo. De que adianta saber as mínimas coisas a teu respeito se eu tenho outras grandes coisas a fazer?

É incrível como tu cresceste! Estás tão alto! Nem tinha reparado nisso. Aliás, eu quase não reparo em nada. E, nesta vida agitada, quando tenho tempo, prefiro usá-lo lá fora, porque, aqui, fico calado diante da televisão.

Porquê? Porque a televisão é importante e informa-me muito.

Sabes, meu filho, a última vez que tive tempo para ti foi numa noite de amor com a tua mãe. Eu sei que tu te queixas, eu sei que tu sentes a falta duma palavra, duma pergunta amiga, duma brincadeia, dum chuto na tua bola. Mas eu não tenho tempo. Eu sei que sentes a falta de um abraço e de um sorriso, de um passeio a pé, de ir até ao quiosque, ao fundo da rua, comprar um jornal, uma revista. Mas sabes há quanto tempo eu não ando a pé na rua? não tenho tempo. Mas tu entendes: eu sou um homem importante. Tenho de dar atenção a muita gente, eu dependo delas. Meu filho, tu não entendes nada de comércio. Na realidade eu sou um homem sem tempo. E sei que tu ficas triste porque as poucas vezes que falamos é um monólogo - só eu é que falo.

Eu quero silêncio. Quero sossego e tu tens a péssima mania de querer brincar com a gente. Tens a mania de saltar para os braços dos outros. Filho! eu não tenho tempo para te abraçar. Não tenho tempo para conversas e brincadeiras de crianças.

Filho, o que é que tu percebes de computadores, comunicação, cibernética, racionalismo? Tu sabes quem é Descartes e Kant? Como é que eu vou parar para falar contigo? Sabes, filho, não tenho tempo. Mas o pior de tudo, o pior de tudo é que se tu morresses agora, já, neste instante, eu ficava com um peso na consciência. Porque, até hoje, até hoje não arranjei tempo para brincar contigo. E, na outra vida, Deus não terá tempo de me deixar, pelo menos, ver-te.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lenda de Nossa Senhora do Livramento

Em anos de seca faziam-se procissões à Senhora do Livramento a pedir chuva. Diz a lenda que a Senhora do Livramento e São Brissos tiveram um filho, mas o santo traiu-a com a Senhora das Neves. Quando a população queria chuva ia buscar a N. S.ª do Livramento, ou Senhora da anta, à capela deixando lá o seu filho. Transportando a imagem para a igreja de São Brissos onde a colocavam de costas para o Santo. Eram as lágrimas que vertia por estar longe do filho e perto do seu ex-amor, que trazia a chuva aquelas paragens.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Visita de Estudo ao NERBE e Ovibeja






No dia 28 de Abril de 2010, os formandos do Curso de Agente em Geriatria de Évora. Juntamente com colegas do Curso de Assistente Familiar e de Apoio à Comunidade, realizámos uma visita de estudo a Beja, mais propriamente ao Pavilhão do NERBE e à Ovibeja , inaugurada nesse mesmo dia.
O objectivo foi visitar uma exposição dos formandos do Curso de Agentes em Geriatria de Beja. Nesta viagem pretendeu-se assistir à apresentação do Tema de Vida, trabalhos esses feitos pelos mesmos formandos, conhecer as várias peças de artesanato que ornamentavam o Pavilhão; desde trajes, objectos decorativos, típicos do nosso Alentejo.
A viagem teve início junto ao NERE de Évora às 8 horas e 40 minutos aproximadamente.
Nesta viagem participaram alguns Formadores: Professor João Gabriel, Doutora Maria João Tomé, Professora Ana Martins, assim como outra formadora do Curso de Assistente e de Apoio à Comunidade.
A viagem foi divertidíssima, cantámos acompanhados à Viola por um colega muito divertido.
Quando chegámos, juntaram-se a nós o Grupo de Formandos de Estremoz, acompanhados pela sua Formadora Dina, também nossa formadora e uma pessoa maravilhosa.
Na parte da manhã assistimos à leitura do texto de Miguel Torga “Alentejo” retirado da Obra “Portugal” - este texto foi lido pelos formandos de Beja.
Fomos muito bem recebidos, foram-nos oferecidos alguns bolos e uma pequena lembrança.
A tarde foi passada na Ovibeja, visitámos os diversos Pavilhões, quer de gado, quer de gastronomia, artesanato, etc.
Gostámos muito desta viagem, pois foi a primeira viagem que fizemos durante o tempo que frequentámos este Curso. Foi um dia muito bem passado, adorámos o convívio.
Agradecemos a forma gentil como fomos recebidos e aguardamos a vossa visita, em data a agendar.
Muito Obrigado!
Os Formandos do Curso de agente em Geriatria de Évora
Texto escrito por: Maria Juliana Almeida



Em viagem.




No interior do Pavilhão do NERBE.



Vista geral da exposição.



Trabalhos dos Formandos.



Mais uma vista geral.



Artesanato.



Esperando a representação.



Formandos do Curso A.G. de Beja.



Leitura pelos formandos “ Viagens da minha terra” Miguel Torga.



Tosquia de ovelhas.



Uma de algumas raças de cabras, expostas neste certame.



Touro raça “Limousine” com um peso de 1400 kg



Saída da Ovibeja.



De regresso a Évora.



Um passeio divertidos mas: todos cansados…



Um enxerto de um filme, de apresentação “Viagens da minha Terra” de Miguel Torga.

Calçada de Carriche



Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada

António Gedeão

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Como prevenir a obesidade

Como se previne Obesidade?




Desde a infância uma alimentação saudável deve ser icentivada, evitando-se que a criança apresente peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de uma vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente

Obesidade


Na actualidade

A obesidade a nível Mundial tornou-se numa doença preocupante na sociedade actual. Não é suficiente a informação que é veiculada através da escola e dos meios de comunicação social. Cabe também aos pais informarem-se junto das entidades especializadas nesta àrea para adquirirem informação e hábitos alimentares para que, também eles, possam ajudarem os seus filhos e inclusivé eles próprios a percaverem a sua própria obesidade. Só com a colaboração de todos se consegue combater este novo pesadelo que tanto afecta a nossa saúde.
“Não dê aos seus filhos, tudo o que eles exigem só para os calar”.
Um dia mais tarde… essa obesidade poderá despoletar uma nova doença.

"Anorexia".

Causas da obesidade

Para muitas pessoas, a obesidade e o sobrepeso são causados por um desequilíbrio no metabolismo energético.
O peso corporal é determinado pelo balanço entre a quantidade de energia ou calorias que são ingeridas (vindas de alimentos ou bebidas) e a quantidade de energia ou calorias que são gastas (atividades físicas, por exemplo).
Em suma, quando se ingere mais calorias do que se gasta, há ganho de peso. Quando se ingere menos calorias do que se gasta, há perda de peso. Quando quantidades iguais de calorias são ingeridas e gastas, o peso  mantem-se.
Vários fatores contribuem para a obesidade, além do desequilíbrio do balanço energético. Entre eles, podemos citar os seguintes:

•Sedentarismo (ou falta de atividades físicas).

•Fatores ambientais (falta de espaço para lazer, falta de tempo para praticar atividades físicas para pessoas que trabalham muito, grande quantidade de “fast foods” e lanchonetes de lanches rápidos, dificuldade de encontrar alimentos saudáveis em determinados locais).

•Fatores genéticos e história familiar: As chances de um filho se tornar obeso são grandes quando os pais também são obesos.

•Problemas de saúde: Algumas vezes, problemas hormonais podem causar sobre peso e obesidade, como o hipotireoidismo (redução ou falta do hormônio tireoidiano), síndrome de Cushing (excesso de produção do hormônio cortisol pela glândula adrenal) e síndrome dos ovários policísticos (além da obesidade, esta doença pode causar também excesso de pêlo, problemas de infertilidade, e outros problemas de saúde por conta da produção de excesso de hormônios androgênicos).

•Medicamentos: alguns medicamentos podem levar a ganho de peso, como os corticosteróides, alguns tipos de antidepressivos e algumas medicações utilizadas para tratamento da epilepsia.

•Fatores emocionais: algumas pessoas comem mais quando estão chateadas, estressadas ou nervosas.

•Idade: ao envelhecer, a massa muscular corporal tende diminuir. Diminuindo, diminui também o gasto energético, favorecendo o ganho de peso.

•Gravidez: durante a gravidez há uma maior tendência em ganho de peso em determinadas mulheres. Após o parto, às vezes fica difícil perder peso, podendo levar ao sobrepeso ou obesidade.

•Insônia: estudos revelaram que pessoas que dormem menos têm maior chance de engordar. Pessoas que dormem 5h por noite, por exemplo, têm muito mais chances de se tornarem obesas do que pessoas que dormem cerca de 7 a 8h por noite.

opinião sobre obesidade

O que é a obesidade?


A obesidade é um acumulado de gordura excessivo no organismo, além da necessária. Teoricamente sempre que houver ingestão de alimentos a mais, vai haver um armazenamento de gorduras, calorias desnecessárias, para a actividade do ser humano. Estas gorduras vão-se acumulando no organismo provocando um aumento excessivo da sua massa corporal. Devido a falta de exercicio fisico pela parte das pessoas, e as facilidades que o homem moderno tem hoje em dia (carro, elevadores, escadas rolantes...) sao factores que vao contribuir para o aumento de peso. Hoje em dia o ser humano tem uma vida muito ocupada, muitas vezes o stress, e a falta de tempo leva as pessoas a consumir os "fast foods", comidas com excessos de calorias e de fácil obtenção. A tradicional alimentação caseira e saudável, tem vindo a descair nos últimos anos e a ser substituida pelos "OGM "e pelos "fast foods", contribuindo para um aumento de peso da populaçao mundial, sendo comprovado pelas ultimas estatisticas, que a obesidade nos ultimos anos tem vindo a aumentar, tendo mesmo ultrapassado a população subnutrida. A prevalência no nosso País para a obesidade é estimada em 13% para o sexo masculino e 15% para o sexo feminino. O grau de obesidade é avaliado em termos de Índice de Massa Corporal (IMC). Este índice medido em kgs/m2 foi encontrado através de estudos de densitometria corporal, como o indicador mais preciso do grau de "gordura" para todas as alturas. Segundo a classificação do Instituto Nacional de Saúde Americano é recomendado que o IMC fosse usado para classificar a obesidade e estimar o risco relativo de doença comparado com as pessoas com peso normal.

Obesidade

Na minha opinião obesidade é grave porque pode levar ter um AVC até chega a levar á morte e pode ser hereditário. Acho que se está tornando um problema saúde pública.
Pratique exercicio para obeso não ficar, alimente-se de forma saudável para gorduras não acumular, cuide também do stress que ajuda para obeso ficar.

Cuidado com obesidade se tiver crianças comece já a cuidar pois mais tarde se irá relembrar a obesidade é um perigo para a saúde.

Rui Pateiro:P

Obesidade

Em relação ao meu comentário sobre a Obesidade:

Na minha opinião: eu penso que se não houver um grande ensino se possivel nas escolas e um grande control acaba por levar os portugueses a caminho de várias doenças tais como:colesterol,hipertenção e diabetes.
Uma pessoa obesa sente-se frustrada perdendo por vezes a sua auto-estima nestes casos deve haver um acompanhamento médico.
E verdade que os Portugueses alimentam-se relativamente mal, "eu digo mal" mas quero dizer alimentação desiquilibrada penso que a sociedade em que vivemos nos leva a esses exageros.
.

Comentário sobre a Obesidade



A obesidade pode ser definida como uma acumulação excessiva de gordura no organismo suficiente para pôr em risco a saúde. É uma doença (não uma fraqueza pessoal) que requer uma gestão a longo prazo para atingir e manter a perda de peso. A obesidade tem vindo a tornar-se um dos principais males da sociedade moderna.
Adultos, jovens e até crianças estão tendo uma alimentação desequilibrada e isso tem provocado o aumento descontrolado de peso. A principal causa da obesidade é a ingestão excessiva de calorias, normalmente sob a forma de gordura. A obesidade resulta do consumo de demasiadas calorias com actividade física insuficiente ou reduzida. O gasto de energia e consequente distribuição da gordura pelo organismo varia de pessoa para pessoa. Em geral, é mais fácil para o organismo armazenar o excesso de calorias na forma de gordura.
A obesidade contribui para o aparecimento de doenças, tais como: colesterol, pressão alta, diabetes etc.
Uma pessoa obesa sente-se frustrada perdendo por vezes a sua auto-estima, nestes casos deve haver um acompanhamento médico. Tudo isto se resolve se a pessoa em questão esteja de pleno acordo.
Já lá vai o tempo que se dizia “Gordura é Formosura”

Comentário sobre a Obesidade






A Obesidade é um problema crescente e tem que ser uma grande preocupação para a nossa sociedade, trazendo graves consequências para todas as faixas etárias.
É uma doença que está associada a certas patologias, como o colesterol alto, problemas cardíacos, entre outros. Depende de vários factores para se desenvolver, a genética da pessoa, factores culturais e étnicos, sua predisposição biológica, estilo de vida e hábitos alimentares.
As pessoas, no entanto, engordam por uma simples questão, consomem mais calorias do que gastam. Em outras palavras, não se alimentam de forma equilibrada e muitas levam uma vida sedentária. Se o corpo não usa a energia que ingeriu, por meio de actividades físicas, essa energia transforma-se em gordura e acumula-se no corpo, causando o aumento de peso.
Os pais são os principais responsáveis pela educação alimentar dos filhos, por isso, é importante que os sensibilize para estas realidades, incentivando-os também para a prática de exercício físico.

Não é mau ser-se gordinho, mas é MAU SER-SE OBESO

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Na recta da META....


Olá a todos,
Estamos já na recta final desta "maratona" e acho que chegou o momento de vos lançar um desafio:
Escolheram trabalhar o tema "Obesidade" e assim, ao 1º formando que "postar" neste blog um comentário sobre esta temática - sem esquecer de referir a fonte... - ofereço um "brinde-surpresa".
Estarei convosco em meados da próxima semana e o brinde já está na mala... mas regressa se ninguém o merecer! ;-)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Poesia da Velhinha

         POESIA


Certo dia uma velhinha

Quase cega coitadinha

E já mal podendo andar

Encostada ao seu bordão

Sempre olhando para o chão



Ia na estrada a passar

Ouvindo um cão que ladrou

A pobrezinha parou olhando

Em roda assustada

Quis fugir não conseguiu

Tentou correr mas caiu

A pobrezinha coitada



Nisto surge uma menina

Linda formosa e ladina

Que ao vê-la cair no chão

Correu logo pesarosa

Condoída e carinhosa

À velhinha deu a mão



Eu a levanto avozinha

E a levo à sua casinha

Onde lhe dói, o que tem

Diga que eu já vou buscar

Qualquer coisa para a curar



Vou pedir à minha mãe

Não é nada meu amor

Tu és um anjo uma flor

Ajuda-me só a andar

Deus pague a tua bondade

Com grande felicidade

Disse a velhinha a chorar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lendas Alentejanas

Lenda da Rocha (Freguesia de Santa Cruz)


Reza a lenda que ao pé da Ermida da Nossa Senhora da Encarnação existe uma capela com outra Santa., a Nossa Senhora da Lapa. Junto da capela da N. Senhora da Lapa, ainda hoje existe uma rocha à qual os habitantes da freguesia chamam de milagrosa. Contam os mais velhos que quando tinham dores de cabeça se dirigiam à N. Sra. Da Lapa, davam nove voltas à capela “sempre a rezar”, batiam nove vezes com a cabeça na rocha para que a dor passasse, o que criou na rocha uma cavidade com o formato de uma cabeça.



Lenda do Nevoeiro Denso “Vila Negra”


Os milagres do Sr. Jesus do Calvário tornaram-se conhecidos por todo o país. Este facto aguçou a cobiça dos das redondezas no sentido de querer roubar a imagem milagrosa, para isso fizeram um plano. Certo dia de lindo sol, dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros armados de lança e espada, para levarem de qualquer maneira a imagem do senhor Jesus do Calvário. Quando se aproximavam já de Almodôvar, operou-se um milagre que ficou na história da vila que viria a dar-lhe o nome. Um nevoeiro muito cerrado ocultou por completo a vila e não deixava ver nada; nem sequer um plano um palmo à frente do nariz, como se costuma dizer. Os guerreiros que não conseguiam ver nada, passaram de lado e não puderam levar consigo o Senhor Jesus do Calvário. Mas os habitantes ouvindo apenas o barulho das patas dos cavalos vieram à s janelas para ver, mas como estava muito nevoeiro nada puderam ver. No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da sua devoção e fizeram logo uma grande procissão com o Senhor, pelas ruas da vila todas engalanadas e cheias de flores. Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo e conserva-se no mesmo local, embora mais cuidado. Todas as noites se encontram no local muitas velas acesas pelos fiéis que receberam benefícios espirituais ou materiais por intermédio do Senhor Jesus do Calvário. Por esta razão, diz a lenda , passou a chamar-se a Almodôvar “ Vila Negra”.



Lenda do Castelinho (Freguesia de Santa Clara-a-Nova)


Uma vez, uma mulherzinha, que vivia no Castelinho, freguesia de Sta. Clara-a-Nova, concelho de Almodôvar, estava a coser as meias de seu marido, sentada ao sol que aquecia muito nesse dia. De repente apareceu-lhe uma senhora que se dizia ser sua vizinha e lhe pediu lume. A mulherzinha ficou muito admirada e surpreendida, pois não conhecia ninguém naquele local e, muito menos vizinho. Depois de muita conversa, a senhora que era moura, disse-lhe:


-Ó vizinha, venha conhecera minha casa que fica aqui perto. Verá que vai gostar!...Eu tenho mesmo muito gosto em oferecer-lhe a minha casa e mostrar-lha. A mulherzinha, levada pela curiosidade levantou-se e seguiu a moura.

Pelo caminho as duas mulheres continuaram conversando e a moura a certa altura, como segredando-lhe ao ouvido: -Vizinha não se admire de nada do que veja nem tenha medo de nada nem fale em Deus. Quando chegaram junto da casa da moura, entraram e a mulherzinha viu tudo bem visto, “obsequiou” tudo e notou que ela tinha tudo de ouro , prata e cobre. Estava tudo tão bem arrumado e limpo; Mas a casa era debaixo da terra.


Quando já tinha visto tudo bem a moura disse-lhe: agora vou apresentar-lhe o meu marido; mas não se assuste, não tenha medo nem diga nada. Conforme a moura abriu a porta do quarto onde estava o marido, que era metade lagarto metade homem, exclamou assustada e, instintivamente disse: -Ai! Valha-me Deus Nossa Senhora!...
Então a moura, muito triste e chorosa, apenas lhe respondeu: Ai, minha tirana! Encantaste-me por mais cem anos!...Dobraste o meu encantamento!...
De repente, fez-se muito escuro. A moura chorosa, pegou-lhe pela mão e veio traze-la à porta de sua casa, passado três dias morreu de desgosto

Lendas Alentejanas

Lendas da Nossa Senhora do Castelo








Faz parte do imaginário popular, uma lenda que tenta justificar a inclusão na planta da igreja de uma rocha pertencente ao conjunto de afloramentos existentes em todo o morro do Castelo. Conta essa lenda que em tempos muito recuados, Nossa senhora terá aparecido em cima dessa rocha. Quando foi decidido construir o templo, obviamente que ninguém pensou incluir a dita pedra na sua estrutura, porém, sempre que se começava a erigir a igreja, deixando a pedra de fora , a obra ruia. Somente quando o templo foi construido, utilizando a pedra como alicerce, o edificio conseguiu aguentar-se de pé. Uma outra lenda que tem a ver com esta pedra, embora com caracter mais profano, refere que ao encostarmos o ouvido à pedra, podemos ouvir o barulho do mar e que, se porventura, essa pedrafosse arrancada, o mar entraria por aí e alagaria a Vila de Aljustrel

versos para os idosos

Vós sentis bem o carinho e o amor


Com que, por quase todos são tratados

Acreditem, tenho muita pena e rancor

Quando os vejo, por alguns maltratados

versos para os idosos

Não olhem, nem pensem no trabalho que dão


Quase todos nós fazemos isto, sim por amor

Peço-vos, nunca pensem em compaixão

Faremos de tudo para vos aliviar a dor

Arroz de peixe da costa Alentejana



Ingredientes

• 1 kg de vários peixes ( pargo, corvina, sargo etc...)
• 1 Dl de azeite de boa qualidade (CORTES DE CIMA) - Vidigueira
• 4 dentes de alho
• 1 Cebola média
• 1 Folha de louro
• 1 molho de salsa
• 1 ramo de hortelã da Ribeira
• 400 gr de arroz (carolino)
• q.b de sal
• q.b de água
• Preparação
Corte o peixe aos bocados e tempere só com sal.
Pique a cebola e o alho para dentro de num tacho, adicione azeite e o louro.
Leve ao lume para alourar um pouco.
Junte água, salsa picada e quando levantar fervura junte o arroz lavado e enxuto.
Quando este estiver a meio da cozedura, adicione o peixe e o ramo de hortelã da Ribeira, deixe cozer.
Rectifique os temperos e sirva de imediato.
Acompanhe com um bom vinho Alentejano...

Mezinhas e chás



OREGÃOS:
É um aromatizante de alimentos cozinhados ou crus.
Também é utilizado alternativa medicinal, o chá de orégãos é bom para a tosse, perda de apetite, cólicas e infecções bronco pulmonar, fungos e bactérias.



TÍLIA:
O chá é utilizada como calmante para a angústia, cefaleias, convulsão, estômago, nervos, olhos, palpitações, sono.



CARQUEJA:
É uma planta que nasce no campo e é utilizada como chá para a digestão.



O FUNCHO:
Também conhecido por anis-doce, utilizada em culinária, em perfumaria e como aromatizante no fabrico de bebidas espirituosas e planta medicinal. O chá de semente de funcho é utilizado para reduzir os gases intestinais, incluindo na primeira infância e em crianças lactentes.



O ALECRIM:
É uma planta que é utilizada como tempero, além de dar um "realce" em certos pratos, tem também um importante papel na digestão dos alimentos. Uso medicinal como chá, o alecrim tem um sabor um pouco amargo e é quente, ou seja, tem uma acção fortificante e aquecedora sobre todo o organismo, particularmente o aparelho digestivo, aumentando a disposição e a energia, agindo como um anti-depressivo nos casos de esgotamento físico e mental. Combate a diabetes e tem propriedades anti-reumáticas. Também activa as funções do pâncreas e estimula a circulação.
Alguns dizem que tomado quente acalma a tosse.
Externamente, serve para desinfectar feridas e ajudar na cicatrização.


A SALSA:
É uma das plantas aromáticas mais populares da gastronomia mundial.
A salsa também se atribui propriedades medicinais, como antioxidante e expectorante.

Versos

Vocês que passaram a vida a trabalhar e a sofrer


Para nós comermos e aprendermos a ler

Deixem-nos tratar de vós para agora os ter

Não olhem para o trabalho que nós temos para os ver

C

Pouca saúde, muito sofrimento e trabalho tiveram

Tudo fizeram e sofreram para nada nos faltar

Nós pensamos sempre naquilo que fizeram

Durante toda a vida para a nós nada faltar

CI

Por tudo que vocês pensem, sintam e sofram

Deus nos deu a incumbência de tratarmos de vós

Nós faremos os impossíveis para que não sofram

Cuidados, carinho, amor, cuidaremos de vós.

CII

bacalhau à Zé do pipo


Ingredientes


750 G de batatas
2 Ovos
200 G de leite
400 G de cebolas
60 G Azeite

Preparação
Depois de bem demolhado, corta-se o bacalhau em postas. Leva-se a cozer com leite. Entretanto, picam-se as cebolas e levam-se a estalar com o azeite, o louro, sal e pimenta e um pouco de leite cozer o bacalhau. A cebola deve ficar branca e macia e nunca loura. Depois de cozido, escorre-se o bacalhau e coloca-se num recipiente de barro ou, o que é preferível, cada posta num recipiente de barro individual. Deita-se a cebola sobre as postas de bacalhau, que depois se cobrem completamente com maionese. Contorna-se com o puré de batata passada pela seringa ou saco e leva-se a gratinar. Enfeita-se com azeitonas pretas.

caldeirada de peixe


Caldeirada de Peixe
Ingredientes:

Quantidades para 10 Kg de Peixe (barbo, enguia, sável e fataça):
2 ou 3 cebolas•salsa, louro, sal e alho
100 gr de manteiga
2 dl de azeite
1 dl de Vinho do Porto ou cereja preta
tomate
piri-piri
batatas

Preparação:
Faz-se um refogado a cebola às rodelas, salsa, louro, alho, manteiga, azeite, vinho do Porto ou cerveja preta, tomate maduro, piri-piri e batatas às rodelas.
Quando estiver quase cozido, deita-se então o peixe previamente amanhado e temperado de sal, durante cerca de 20 minutos.

Trigueira de raça











No nosso Alentejo
É tão lindo ouvir
Cantar as ceifeiras,
Ver as mondadeiras
No campo a sorrir.

Trigueira de raça,
Quem te fez assim
Ceifando os trigais,
Ouvindo os teus ais
Com pena de mim?

Eu por ti chorando
Alegre e cantando
Sinto o teu desejo,
Linda trigueirona,
Linda alentejana,
Dá-me cá um beijo.

À sombra da silva
É que eu adormeço
Sonhando contigo.
Linda alentejana,
Eu não te mereço.

Cozido à Portuguesa

Ingredientes:
Para 8 pessoas

1 frango ou meia galinha
1 salpicão
1 chouriça de carne
1 chouriço de sangue
400 g de costelas (entrecosto)
4 a 5 ossos de suã (espinhaço)
1 orelheira e beiça (focinho)
1 couve lombarda
1 couve portuguesa
5 cenouras
3 nabos
5 a 6 batatas
8 rabas (facultativo)
Para o arroz:
750 g de arroz
1 cebola
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
sal
pimenta
Confecção:

Espetam-se uns palitos de madeira nos chouriços (de sangue e de carne) e cozem-se em água simples.
Numa panela com água põem-se a cozer os ossos de suã, depois de bem lavados. Estando os ossos um pouco cozidos, introduzem-se na panela o entrecosto e o frango (ou a meia galinha), a orelheira e beiça e o salpicão. Estas carnes retiram-se à medida que vão cozendo. Em seguida introduzem-se os legumes arranjados e descascados na água de cozer as carnes e deixam-se cozer.
Entretanto, começa a prepara-se o arroz: pica-se a cebola e aloura-se ligeiramente no azeite, juntamente com os dentes de alho apenas esborrachados. Os alhos retiram-se mal comecem a alourar. Deita-se o arroz no refogado depois de bem lavado e escorrido e deixa-se fritar, sem corar, até absorver a gordura. Tempera-se com sal e pimenta. Rega-se com o caldo onde cozeram as carnes e os legumes. O caldo deve ter o dobro do volume do arroz. Deixa-se levantar fervura e mete-se no forno, devendo ficar bem seco.
Para servir, cortam-se as carnes, aquecem-se no caldo e colocam-se numa travessa juntamente com os legumes. O arroz é servido à parte, decorando-se a superfície com os enchidos e eventualmente rodelas de cenoura.

Cantares Populares

SE FORES AO ALENTEJO

O mar deixou o Alentejo
onde trouxe canções de oiro
mas voltar a matar saudades,
nas ondas do trigo loiro.

Se fores ao Alentejo,
vai vai vai vai.
Não te esqueças, dá-lhe um beijo
ai ai ai ai.

Nas capelas e nos montes
há sorrisos de brancura
onde fala a voz de Deus
na voz de cal e da alvura.

Sobe o sol e abrasa a terra
a fecundar as espigas
à sombra das azinheiras
na dolência das cantigas.

Por lonjuras e planuras,
oh solidão, solidão,
eu quero paz no trabalho
p´ra poder ganhar o pão.

Popular do Alentejo

MORENINHA ALENTEJANA

- Moreninha alentejana,
quem te fez, morena, assim?
- Foi o sol da Primavera
que caía sobre mim.

Que caía sobre mim,
que andava a ceifar o trigo.
- Moreninha alentejana,
Por que não casas comigo?

Porque não casas comigo?
Porque não casas com ela?
-Quem te fez, morena, assim?
-Foi o sol da Primavera.

Popular do Alentejo

quarta-feira, 31 de março de 2010

ALECRIM AOS MOLHOS


ALECRIM AOS MOLHOS


Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus Olhos
Ai meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do monte
Era o alecrim

Alecrim, alecrim doirado
Que nasce no monte
Sem ser semeado
Ai meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do monte
Era o alecrim

Sopa de Cação












Ingredientes:
Para 4 pessoas
• 600 grs de cação
• 2 dentes de alho
• 1 folha de louro
• 1 dl de azeite
• 60 Grs de farinha
• 1 Molho de coentros
• 200 grs de pão caseiro
• vinagre q.b.
• sal q.b.
Confecção:
Limpe o cação, lavando-o bem em água fria. Corte em postas pequenas.
Lave e pise os coentros juntamente com os alhos descascados.
Leve um tacho ao lume. Deite o azeite, os coentros e os alhos pisados, a folha de louro e o vinagre. Deixe refogar, sem queimar o alho.
Deite a farinha dissolvida em água, fervendo até cozer formando um líquido espesso e saboroso.
Junte o cação e deixe continuar a fervura até este cozer. Tempere com sal.
Entretanto, corte o pão em fatias pequenas e finas e distribua pelos pratos.
Deite o conteúdo do tacho sobre o pão que se encontra nos pratos e polvilhe com coentros picados.
Conselho: Se desejar, em vez de colocar o pão nos pratos poderá servi-lo à parte.

:Fígado de Coentrada
















Ingredientes:
600 g de fígado de porco
3 dentes de alho
1 molho de coentros
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de vinagre
sal
pimenta

Preparação de Fígado de Coentrada:
Corta-se o fígado aos quadrados. Tempera-se com sal e põe-se a grelhar em lume brando. Grelha-se o fígado uniformemente e de modo a ficar bem grelhado. Depois coloca-se numa travessa e tempera-se com os alhos e os coentros bem picados, o azeite e o vinagre.

ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA


ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA

Ó rama, ó que linda rama,
Ó rama da oliveira!
O meu par é o mais lindo
Que anda aqui na roda inteira!

Que anda aqui na roda inteira,
Aqui e em qualquer lugar,
Ó rama, que linda rama,
Ó rama do olival!

Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu.
Se houvera quem me ensinara,
Quem aprendia era eu!

Não m' invejo de quem tem
Parelhas, éguas e montes;
Só m' invejo de quem bebe
A água em todas as fontes.

Fui à fonte beber água,
Encontrei um ramo verde;
Quem o perdeu tinha amores,
Quem o achou tinha sede.

Debaixo da oliveira
Não se pode namorar;
A folha é miudinha,
Deixa passar o luar.

VOU-ME EMBORA VOU PARTIR














Vou-me embora vou partir mas tenho esperança
De correr o mundo inteiro, quero ir
Quero ver e conhecer rosa branca no mar
É a vida do marinheiro sem dormir.

É a vida do marinheiro branca flor
Que anda lutando no mar com talento
Adeus adeus minha mãe, meu amor
Eu hei-de ir e hei-de voltar com o tempo.

Tralalalalalalala
















Morreram nas tuas minas…
Tralalalalalalala
Morreram tantos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Trago a cabeça aberta…
Tralalalalalalala
Que me abriu uma barreira, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
E sangue de um camarada, vê lá! Vê lá companheiro, vê lá
Vê lá como venho eu…….
Tralalalalalalala
Santa Barbara bendita…
Tralalalalalalala
Padroeira dos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!Vê lá como venho eu…

Vindo eu de longe ao longe















Vindo eu de longe ao longe
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar
Parecia um céu aberto

Parecia um céu aberto
Era a sereia no mar
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar.

AO ROMPER DA BELA AURORA



Gosto de quem canta bem
Que é uma prenda bonita
Não empobrece ninguém
Assim como não enrica

Ao romper da bela aurora
Sai o pastor da choupana
Vem cantado em altas vozes
Muito padece quem ama.

Muito padece quem ama
Mais padece quem namora
Sai o pastor da choupana
Ao romper da bela aurora.

Ervas aromáticas Alentejanas


ERVAS AROMÁTICAS
TRADIÇÕES ALENTEJANAS CURAS E MEZINHAS (cont.)

A FLOR DA LARANJEIRA:

É utilizada para o chá para as dores de cabeça

AS BARBAS DE MILHO: O chá feito com as barbas de milho é utilizado para a cura de infecções urinárias.

Erva-cidreira: As suas propriedades medicinais reconhecidas a nível popular são utilizadas na cura das dores menstruais.

HORTELÃ: Alem de ser uma erva aromática que se utiliza na culinária, também se pode fazer chá que é utilizado pelas pessoas que sofrem de parasitas intestinais (lombrigas).


SÃO ROBERTO: É uma erva selvagem que era muito utilizada para fazer chá para problemas de estômago.











POEJO: É uma erva aromática, muito utilizada pelo povo alentejano, para diversos pratos de culinária, licores e também para cura alternativa medicinal ex: o chá de poejo é utilizado para curas de gripes e constipações.








LOURO: É utilizado na confecção de pratos culinários como digestivo e ajuda na digestão das refeições.

A apanha da azeitona


Para quem ainda se recorda, a apanha da azeitona, era um trabalho agrícola, realizado entre os meses de Novembro e Fevereiro. Não era uma tarefa fácil, mas os trabalhadores, da aldeia e dos pequenos montes alentejanos faziam desta tradição, um convívio familiar com alegria e satisfação.
Logo de manhã cedo, grupos de rapazes e raparigas, juntavam-se à porta da casa do patrão, cada um com a sua cesta de arco, onde levavam a comida (broa, sardinhas e azeitonas), uns petisquinhos… e só regressavam à noite.
Os rapazes levavam as varas às costas, com os panais embrulhados, a cântara ou a cabaça da «pinga».
As raparigas levavam o cabaz de verga e os sacos de linhagem,feitos de pano-cru, comprado na feira.Eram estendidos no chão para onde iriam cair as azeitonas depois de varejadas. Este produto é considerado indespensável na cozinha alentejana, o mesmo se dirá do belíssimo azeite, proveniente da mesma.
No final da safra os panais, eram sujeitos a barrela (lavagem com água quente e cinza) servindo depois para colocar na cama, utilizados como lençóis. OS trabalhadores alentejanos eram sem duvida, felizes à sua maneira.