ERVAS AROMATICAS
TRADIÇÕES ALENTEJANAS CURAS E MEZINHAS
Numa época em que a função do médico não era tão acessível nos meios rurais, as pessoas recorriam a curas feitas através de ervas naturais que encontravam no campo.
A utilização das plantas medicinais passava de geração para geração sendo uma medicina alternativa, muito usada pelos virtuosos.
Cada erva tem a sua funcionalidade no tratamento de diversas doenças, como por ex:
FOLHA DE OLIVEIRA: É utilizada para chá como tratamento da tensão arterial.
FOLHA DO MARMELEIRO: As folhas são utilizadas depois secas para fazer chá que serve para baixar o colesterol.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Cozido à Portuguesa
Terça Feira, no Sábado antes vão ao talho e às hortaliças, no talho, comprem uma linguiça, 1 chouriço, uma farinheira, um bocado de toucinho salgado, meia dúzia de ossos de porco, meio frango, 1 bocado de vitela, 1 bocado de borrego ou (perú) e salguem a carne com pouco sal. Na Terça de manhã ponham a carne a cozer, enquanto ela coze, arranjem as hortaliças compostas por batatas, feijão verde, abóbora, grão, cenouras, repolho, nabos; um cozido destes façam-no conforme as quantidades, dá à vontade para 6 pessoas, não se esqueçam sempre para nós, homens ou senhoras mais velhas, regado com um bom vinho tinto. Meus amigos tudo o que sobrar, se for caldo juntamos uma massa faz uma sopinha extraordinária, o que sobra da carne (os ossos bem rabiscados) faz-se uma roupa velha, ou um empadão (há sempre aproveitamento, nada se desperdiça) mas não se esqueçam de regar sempre bem. Eu dou este conselho, mas há muitas maneiras de aproveitarmos o que sobra, e o vinho também é muito mau deixarmos estragar.
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Queijos Alentejanos

De um singular aroma forte e sabor picante, quase que se come à colher. Feito de leite de ovelha, aprecia-se quer seja à sobremesa, lanche, refeição ou como aperitivo, sempre acompanhado com pão caseiro e um bom vinho tinto alentejanos.
Pequenos, salgados, os queijinhos de Évora poderão não conquistar pelo aspecto, mas os olhos também comem, e o original sabor ligeiramente picante, fazem as delícias de quem os prova.
Duro ou semi-duro e de cor amarela, oferece no corte, uma pasta macia e bem ligada que vai bem como aperitivo.
Mais a norte, quase a fazer fronteira com a Beira Baixa, Nisa tem para lhe oferecer queijos curados artesanais, de cor amarelada e pasta mole com aroma e paladar pronunciados. Elaborados a partir de leite de ovelha e cabra, são o petisco ideal para acompanhar um vinho da região de Portalegre.
Cabidela à alentejana

Cabidela à Alentejana
com Frango do Campo e Batatas
Ingredientes:
Para 5 pessoas
• 1-frango do campo
• 1-cebola média
• 1-ramo de salsa
• 1oo gr- banha
• 2- dentes de alho
• 1-folha de louro
• 1 dl - de vinho branco
• 500 gr de batata
• q.b.- vinagre
• q.b.- sangue
• q.b.- sal
• q.b.- pimenta
• q.b.- água
Confecção:
Cortar o frango em bocados, lavar e deixar com um pouco de sal de um dia para o outro.
Fazer um refogado com a banha a cebola e alhos picados, a salsa, o louro, o sal e a pimenta.
Quando a cebola estiver a ficar mole, junta-se o frango e o vinho, deixando alourar de todos os lados.
Adiciona-se água, só a cobrir o frango.
Coze em lume brando com o tacho tapado.
Quando estiver quase cozido junta-se as batatas cortadas aos quadrados e finalmente o sangue e o vinagre.
Serve-se de preferência em prato de barro fundo.
Nota: pode ainda servir com fatias de pão alentejano de véspera.
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Sabores antigos do Alentejo

Para abrir o apetite, uma breve amostra dos petiscos servidos numa das mais conhecidas casas eborenses: ovos de codorniz com paio, perdiz ao Convento da Cartuxa e encharcada de Mourão. Fundado por Manuel Fialho, em 1948, com a colaboração dos filhos Amor, Gabriel e Manuel, o restaurante Fialho começou por ser uma tasca, mas foi crescendo sempre ao sabor de receitas tradicionais do Alentejo. Funcionários públicos e administrativos deslocavam-se a Évora, sendo dessa fase, o frango caseiro de churrasco, muito famoso.
Pézinhos de coentrada

Ingredientes:
• 6 pés de porco
• sal
• 2 cebolas médias
• 4 dentes de alho
• 2 cenouras
• 2 colheres (sopa) de banha
• 2 colheres (sopa) de azeite
• 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
• 1 chávena de caldo de carne
• pimenta
• coentros frescos
Confecção:
De véspera, salgue os pés de porco.
Deixe-os de molho durante algumas horas para retirar o excesso de sal.
Raspe-os com uma faca.
Escalde-os escorra-os e lave-os muito bem.
Coza-os, cobertos de água até ficarem macios.
Escorra e corte-os em pedaços grandes.
Numa caçarola, aqueça a banha e o azeite e refogue ligeiramente as cebolas e os dentes de alho picados e as cenouras cortadas em pedaços.
Quando a cebola começar a lourar, junte-lhe a farinha em chuva, mexendo bem.
Refogue piripiri e polvilhe com coentros picados.
Apure bem e, se achar necessário, junte um pouco de caldo.
Sirva quente sobre fatias de pão torrado.
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Filhós

Ingredientes:
• 2 kg de farinha
• 12 Ovos
• 1 dl de azeite
• 3 dl de leite (morno)
• 750 g de açúcar
• 30 g de fermento (de padeiro)
• 1 Colher de chá de fermento (normal)
• 1 Colher de sobremesa de sal (colher rasa)
• 125 g de manteiga
Preparação:
Deve colocar-se a farinha sobre uma superfície onde se irá trabalhar a receita. De seguida, deve fazer-se uma espécie de orifício no meio da farinha, pois aí se vão colocar os restantes ingredientes.
Desfaz-se, de seguida, a manteiga e adiciona-se o fermento ao leite morno. Depois, vai-se juntando estes ingredientes à farinha aos poucos, à medida que se vai amassando. De seguida, adicionam-se os ovos e o sal, novamente juntando aos poucos, continuando sempre a amassar.
Por fim, adiciona-se o azeite e o açúcar, continuando o mesmo processo de adição aos poucos e trabalhar a massa continuamente.
De seguida, a massa deve ficar em repouso ao ar livre, durante cerca de uma hora ou uma hora e meia, para pode crescer.
Depois dessa hora ou hora e meia, deve-se estender a massa e dividi-la em vários bocados (filhoses), e fritá-los em óleo quente. Após fritas, as filhoses devem ser envolvidas em papel absorvente para retirar o excesso de óleo, caso contrário as filhoses ficam muito gordurosas.
Após todo este processo, deve-se temperar as filhoses ao seu gosto: açúcar, canela, ou outros temperos.
MORENINHA ALENTEJANA

Moreninha alentejana,
Quem te fez morena assim?
Foi o sol da Primavera
Que caía sobre mim.
Que caía sobre mim
Que andava a ceifar o trigo.
Moreninha Alentejana,
Por que não casas comigo.
Por que não casas comigo?
Por que não casas com ela?
Quem te fez, morena, assim?
Foi o sol da Primavera.
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Migas à alentejana

Ingredientes:
• 500 G de entrecosto; • 250 g de lombo ou de costelas de porco (sem osso); • 150 g de toucinho salgado; • 800 g de pão de trigo caseiro duro (cortado as fatias); • 3 dentes de alho; • 3 colheres de sopa de massa de pimentão; • sal.
Preparação
Um dos pratos mais conhecidos da gastronomia alentejana - Migas. Esta é feita à base de pão e carne de porco que são produtos tradicionais desta região. A carne deve ser cortada em pedaços e barrada com os alhos pisados e a massa de pimentão. Deixa-se ficar assim de um dia para o outro. Corta-se o toucinho em bocados. Numa tigela de fogo (tigela de barro estreita em baixo e larga em cima), levam-se a fritar as carnes e o toucinho juntando um pouco de água (para não queimar). Retiram-se as carnes à medida que forem alourando. Corta-se o pão em fatias, coloca-se na tigela, regando com um pouco de água a ferver e esmaga-se com uma colher de pau. Tempera-se com o pingo (gordura resultante da fritura da carne). Estas devem ficar bem temperadas mas não cheias de gordura. Agita-se a tigela, no lume, enrolando as migas numa massa grossa. Quando as migas estiverem numa crosta dourada e fina, colocam-se na travessa, untando-se com pingo e enfeitam-se com as carnes. Variante: as migas podem também ser feitas com espinafres ou couve-flor já cozida.
É TÃO GRANDE O ALENTEJO

No Alentejo eu trabalho
Cultivando a dura terra.
Vou fumando o meu cigarro,
Vou cumprido o meu horário
Lá na encosta da serra.
É tão grande o Alentejo,
Tanta terra abandonada!
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada.
Tem sido sempre esquecido
À margem do sul do Tejo.
Há gente desempregada
Tanta terra abandonada,
È tão grande o Alentejo.
Trabalha, homem trabalhar,
Se queres ter o teu valor.
Os calos são os anéis
Do homem trabalhador.
É tão grande o Alentejo
Tanta terra abandonada.
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada.
Tem sido sempre esquecido
Á margem ao sul do Tejo.
Há gente desempregada,
Tanta terra abandonada,
É tão grade o Alentejo.
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CANTA, ALENTEJANO, CANTA

Canta alentejano, canta,
O teu canto é oração,
Tens a alma na garganta
Solidão, ai não, ai não
Solidão, ai não, ai não!
Quem canta, seu mal espanta.
O teu canto é oração:
Canta, alentejano, canta!
Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu.
Houvera quem me ensinara,
Quem aprendia era eu.
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Meu lírio roxo do campo

Meu lírio roxo do campo
Criado na Primavera, quem me dera
Amor saber a tua intenção qual era
A tua intenção qual era, um amor que eu cria tanto
Criado na Primavera meu lírio roxo do campo.
Ao romper da bela aurora
Sai o pastor da choupana vem gritando em altas vozes
Muito padece quem ama
Muito padece quem ama mais padece quem namora
Sai o pastor da choupana ao romper da bela aurora.
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História do vinho Alentejano

Foram os Fenícios e os Gregos, que trouxeram bastantes castas para esta região e que, achando o clima ameno. Na fundação do reino de Portugal, vieram outros povos, nomeadamente os Francos, povos de antiquíssimas tradições vitícolas, que incrementaram a produção de vinho nesta região, tradição que ainda hoje prevalece.
No século XV a cultura da vinha era extremamente importante nas zonas de Évora (aqui existiam mais de 3000 hectares, onde se produzia o famoso vinho de Pêra manca, nos arredores da cidade), Beja, Cuba, Alvito, Viana e Vila de Frades. No século XX, começou a criação das Adegas Cooperativas a partir do ano de 1958, Adega Cooperativa de Borba, seguida da do Redondo, em 1960; depois veio a de Portalegre, em 1962, a da Vidigueira em 1963, a da Granja em 1965 e finalmente a de Reguengos de Monsaraz, em 1972.
A Concentração do Sabor: O Sabor é a principal fonte de prazer. Independentemente do tipo de sabor, fica, também aqui, uma forma simples de qualificar os níveis de concentração do sabor, do mau para o bom: Fraco, Diluído, Concentração ligeira, Concentração moderada, Concentrado, Denso.
Paladar: Associa-se o paladar a um sentido pelo qual se percebe o sabor de qualquer coisa. Ou seja, o que as papilas gustativas percepcionam são os sabores primários de doce, ácido, salgado e amargo. Elas não percepcionam a textura, o comprimento, o equilíbrio do vinho.
Tacto: O tacto é uma forma de sensibilidade à recepção de estímulos mecânicos. É normalmente associada a uma acção activa ou exploratória de palpação. Mas é também uma sensibilidade passiva de contacto e de pressão. Desta forma, a sensação de corpo e de textura de um vinho são dadas pelo tacto.
Acidez: A percepção da acidez verifica-se com facilidade nas zonas laterais da língua (sensação de salivar) e na frescura que provoca. Basta lembrar a sensação ao beber um sumo de limão puro. Descreve-se, a seguir, uma forma simples de qualificar os níveis de acidez, do mau para o bom: Chato (em oposição) ácido, Frouxa (em oposição) Verde, Suave, Fresca, Viva
Álcool: A percepção do álcool verifica-se na espessura ou viscosidade perceptível (corpo) e na doçura. Imagine a diferença entre beber água (corpo nulo) e uma bebida alcoólica tipo vodka (com corpo). Os sabores do vinho são também transportados pelo álcool, que os espalha pela boca e ajuda a prolongá-los no fim. Descreve-se, a seguir, uma forma simples de qualificar os níveis de álcool, do mau para o bom:
Magro (em oposição) alcoólico, Aguado (em oposição) pesado, Corpo leve, Corpo médio, Elegante e ou Encorpado
Taninos: A percepção dos taninos gera uma sensação seca e rugosa na boca, geralmente quando a língua e as gengivas já não se tocam suavemente. Os taninos afectam a textura do vinho e contribuem para o gosto geral e riqueza de sabores do vinho. Qualificação dos taninos do Mau Para o bom: Macio (em oposição) duro, Suave (em oposição) Verde, Maduro, Rico, Gostoso
O EQUILÍBRIO de um vinho
Equilíbrio de um vinho não é mais que o equilíbrio entre os elementos estruturais básicos da sua composição: acidez, álcool, concentração de sabores e taninos.
Um exemplo simples da busca do equilíbrio no quotidiano: quando adiciona açúcar a um sumo de limão até ao ponto desejado, na realidade está a equilibrar a acidez do sumo com o seu sabor para o tornar mais agradável. Açúcar a menos provoca desequilíbrio ácido; açúcar a mais provoca desequilíbrio no sabor, bebida enjoativa.
A percepção de equilíbrio verifica-se no comprimento de um vinho. Se após a passagem do vinho pela boca notar a sobreposição de um elemento básico, então o vinho é desequilibrado na prova. No entanto, cuidado quando esse desequilíbrio prolonga o comprimento temporal e físico de um vinho, excluindo a fruta e os aromas. Nesse caso, o vinho é desequilibrado e de fraca qualidade.
Aqui estão alguns sites de adegas de vinho do Alentejo
Adega da Cartuxa(Fundação Eugénio de Almeida)
Adega Cooperativa do Redondo
Adega Cooperativa de Reguengos Monsaraz
Adega Cooperativa Portalegre
Adega Cooperativa de Borba
Herdade do Esporão – Reguengos
Herdade dos Coelheiros – Évora
Herdade Grande – Vidigueira
Pêra Grave – sociedade Agrícola Unipessoal Lda. – Évora (Qt. São José Pêra-manca Herdade da Fiúza, ÉVORA, Évora 7000-177 Tel. 26678504)
Agrícola Quinta do Carmo, SA
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Senhora cegonha

Senhora cegonha,
Como tem passado?
Não há quem a veja
Não vai à igreja
Pousar no telhado.
Senhora cegonha,
No bico um raminho
Anuncia a hora
De se ir embora
Do seu belo ninho
No seu belo ninho
Senhora cegonha
Ponha ovos ponha,
Que seja bem-vinda,
Branquinha tão linda,
Lá vem a cegonha.
Quando chega o Outono
Um bando levanta
Anuncia a hora
De se ir embora
Leva meia branca.
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Carne de Porco à Alentejana

Ingredientes:
800 Grs de carne de porco tenra
2 colheres (sopa) de massa de pimentão
2 dentes de alho
2 1/2 dl de vinho branco
125 grs de banha
800 grs de amêijoas
1 raminho de coentros
2 folhas de louro
1 limão
sal e pimenta q.b.
Preparação:
Corte a carne em cubos com 3 a 4 cm cada e barre-a com a massa de pimentão, o alho esmagado, as folhas de louro, sal e pimenta e o vinho branco.
Envolva tudo muito bem e deixe nesta marinada cerca de 3 horas.
Entretanto ponha as amêijoas em água com sal durante 2 horas para perderem a areia; findo esse tempo lave-as muito bem em água corrente.
Deite a banha numa frigideira grande e quando estiver quente, deite a carne bem escorrida e deixe fritar, mexendo de vez em quando, até ficar frita e loura; junte depois o líquido da marinada e deixe ferver cerca de 2 minutos e junte depois as amêijoas.
Vá mexendo e logo que as amêijoas estejam abertas retire do lume e junte os coentros picados.
Sirva imediatamente decorado com gomos de limão e acompanhe com fritas aos cubos.
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Azevias

Ingredientes para a Massa:
500 g de farinha,50 g de açúcar,60 g de banha,20 g de manteiga,1 laranja,1 colher de sopa de aguardente velho,2 dl de água,1 pitada de sal
Preparação: Deita-se a farinha num alguidar com umas pedrinhas de sal, o açúcar a banha e a manteiga. Esfrega-se tudo com a palma da rua, até as gorduras estarem absorvidas. Deita-se o sumo, da casca da laranja ralada e a aguardente. Amassa-se, adicionando a água aos golinhos, descansa durante meia hora e estende-se com o rolo, enfarinhada a pedra da mesa ligeiramente. Cortam-se pastéis, dando-lhes a forma oblonga, recheia-se cada um com uma colherzinha de doce de grão.
Ingredientes para o Recheio:
500 g de açúcar,250 g de água,500 g de grão-de-bico,1 colher de chá de canela,1 limão,50g de miolo de amêndoa
Preparação:
Demolha-se o grão de um dia para o outro. Pela-se, coze-se e faz-se em polme. Põe-se o açúcar ao lume com água e a casca do limão ralada. Ferve até ter ponto de pérola e junta-se o polme de grão, o miolo de amêndoa pelada e ralada e a canela mexendo sempre, até fazer estrada no fundo do tacho. Arrefece, recheiam-se as azevias e fritam-se em azeite ou óleo a ferver. Escorrem-se em cima de papel pardo e polvilham-se com açúcar e canela.
Sopa da Panela

Sopa da Panela
Ingredientes
½ Galinha
½ Perna de borrego
500g de vitela
1 Linguiça
1 Chouriço
1 Farinheira
1 Bocado de toucinho
1 Batata
1 Ramo de salsa
1 Cebola
1 Ramo de hortelã
Preparação
Limpam-se as carnes e os enchidos, cozem-se com a batata, a cebola, a salsa e a hortelã. Depois de cozidas, põem-se todas as carnes num prato de barro grande e enfeita-se com hortelã. Passa-se o caldo por um passador, para retirar os temperos.
Numa tigela de barro ou terrina metem-se sopas cortadas aos cubos ou finas, consoante o gosto, e um ramo de hortelã, deita-se o caldo bem quente por cima e servem-se as sopas acompanhadas pelas carnes e enchidos.
Eu ouvi o passarinho às quatro da madrugada

Eu ouvi um passarinho
às quatro da madrugada,
Cantando lindas cantigas
à porta da sua amada.
Ao ouvir cantar tão bem
a sua amada chorou.
Às quatro da madrugada
o passarinho cantou.
Alentejo quando canta,
vê quebrada a solidão;
traz a alma na garganta
e o sonho no coração.
Alentejo, terra rasa,
toda coberta de pão;
a sua espiga doirada
lembra mãos em oração
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Cozido de Grão

Cozido de Grão
Ingredientes:
1l de grão
1 molho de cardos
1 cenoura
1 molho de hortelã
500g de pescoço de borrego
500g de entrecosto
1 linguiça
1 chouriço
1 bocado de toucinho
1 farinheira
Preparação
Mete-se o grão de molho e salga-se o entrecosto no dia anterior. Lavam-se as carnes e cozem-se, assim como os enchidos. Retiram-se as carnes e nesse caldo, coze-se o grão, depois deste cozido, adicionam-se os cardos e a cenoura cortada aos cubos deixando cozer.
Serve-se num tarro de cortiça, enche-se o tarro com o grão e a mistura, colocam-se as carnes em cima e um grande ramo de hortelã, está pronto a servir.
Vicenta Infante
Fui colher uma romã

Fui colher uma romã
Estava madura no ramo
Fui encontrar no jardim
Fui encontrar no jardim
Aquela mulher que eu amo
Aquela mulher que eu amo
Dei-lhe um aperto de mão
Estava madura no ramo
Estava madura no ramo
E o ramo chegava ao chão
Não julgues por eu cantar
Que a vida alegre me corre
Eu sou como o passarinho
Eu sou como o passarinho
Tanto canta até que morre.
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