Vocês que passaram a vida a trabalhar e a sofrer
Para nós comermos e aprendermos a ler
Deixem-nos tratar de vós para agora os ter
Não olhem para o trabalho que nós temos para os ver
C
Pouca saúde, muito sofrimento e trabalho tiveram
Tudo fizeram e sofreram para nada nos faltar
Nós pensamos sempre naquilo que fizeram
Durante toda a vida para a nós nada faltar
CI
Por tudo que vocês pensem, sintam e sofram
Deus nos deu a incumbência de tratarmos de vós
Nós faremos os impossíveis para que não sofram
Cuidados, carinho, amor, cuidaremos de vós.
CII
segunda-feira, 12 de abril de 2010
bacalhau à Zé do pipo
Ingredientes
750 G de batatas
2 Ovos
200 G de leite
400 G de cebolas
60 G Azeite
Preparação
Depois de bem demolhado, corta-se o bacalhau em postas. Leva-se a cozer com leite. Entretanto, picam-se as cebolas e levam-se a estalar com o azeite, o louro, sal e pimenta e um pouco de leite cozer o bacalhau. A cebola deve ficar branca e macia e nunca loura. Depois de cozido, escorre-se o bacalhau e coloca-se num recipiente de barro ou, o que é preferível, cada posta num recipiente de barro individual. Deita-se a cebola sobre as postas de bacalhau, que depois se cobrem completamente com maionese. Contorna-se com o puré de batata passada pela seringa ou saco e leva-se a gratinar. Enfeita-se com azeitonas pretas.
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caldeirada de peixe

Caldeirada de Peixe
Ingredientes:
Quantidades para 10 Kg de Peixe (barbo, enguia, sável e fataça):
2 ou 3 cebolas•salsa, louro, sal e alho
100 gr de manteiga
2 dl de azeite
1 dl de Vinho do Porto ou cereja preta
tomate
piri-piri
batatas
Preparação:
Faz-se um refogado a cebola às rodelas, salsa, louro, alho, manteiga, azeite, vinho do Porto ou cerveja preta, tomate maduro, piri-piri e batatas às rodelas.
Quando estiver quase cozido, deita-se então o peixe previamente amanhado e temperado de sal, durante cerca de 20 minutos.
Trigueira de raça

No nosso Alentejo
É tão lindo ouvir
Cantar as ceifeiras,
Ver as mondadeiras
No campo a sorrir.
Trigueira de raça,
Quem te fez assim
Ceifando os trigais,
Ouvindo os teus ais
Com pena de mim?
Eu por ti chorando
Alegre e cantando
Sinto o teu desejo,
Linda trigueirona,
Linda alentejana,
Dá-me cá um beijo.
À sombra da silva
É que eu adormeço
Sonhando contigo.
Linda alentejana,
Eu não te mereço.
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Cozido à Portuguesa
Ingredientes:
Para 8 pessoas
1 frango ou meia galinha
1 salpicão
1 chouriça de carne
1 chouriço de sangue
400 g de costelas (entrecosto)
4 a 5 ossos de suã (espinhaço)
1 orelheira e beiça (focinho)
1 couve lombarda
1 couve portuguesa
5 cenouras
3 nabos
5 a 6 batatas
8 rabas (facultativo)
Para o arroz:
750 g de arroz
1 cebola
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
sal
pimenta
Confecção:
Espetam-se uns palitos de madeira nos chouriços (de sangue e de carne) e cozem-se em água simples.
Numa panela com água põem-se a cozer os ossos de suã, depois de bem lavados. Estando os ossos um pouco cozidos, introduzem-se na panela o entrecosto e o frango (ou a meia galinha), a orelheira e beiça e o salpicão. Estas carnes retiram-se à medida que vão cozendo. Em seguida introduzem-se os legumes arranjados e descascados na água de cozer as carnes e deixam-se cozer.
Entretanto, começa a prepara-se o arroz: pica-se a cebola e aloura-se ligeiramente no azeite, juntamente com os dentes de alho apenas esborrachados. Os alhos retiram-se mal comecem a alourar. Deita-se o arroz no refogado depois de bem lavado e escorrido e deixa-se fritar, sem corar, até absorver a gordura. Tempera-se com sal e pimenta. Rega-se com o caldo onde cozeram as carnes e os legumes. O caldo deve ter o dobro do volume do arroz. Deixa-se levantar fervura e mete-se no forno, devendo ficar bem seco.
Para servir, cortam-se as carnes, aquecem-se no caldo e colocam-se numa travessa juntamente com os legumes. O arroz é servido à parte, decorando-se a superfície com os enchidos e eventualmente rodelas de cenoura.
Para 8 pessoas
1 frango ou meia galinha
1 salpicão
1 chouriça de carne
1 chouriço de sangue
400 g de costelas (entrecosto)
4 a 5 ossos de suã (espinhaço)
1 orelheira e beiça (focinho)
1 couve lombarda
1 couve portuguesa

5 cenouras
3 nabos
5 a 6 batatas
8 rabas (facultativo)
Para o arroz:
750 g de arroz
1 cebola
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
sal
pimenta
Confecção:
Espetam-se uns palitos de madeira nos chouriços (de sangue e de carne) e cozem-se em água simples.
Numa panela com água põem-se a cozer os ossos de suã, depois de bem lavados. Estando os ossos um pouco cozidos, introduzem-se na panela o entrecosto e o frango (ou a meia galinha), a orelheira e beiça e o salpicão. Estas carnes retiram-se à medida que vão cozendo. Em seguida introduzem-se os legumes arranjados e descascados na água de cozer as carnes e deixam-se cozer.
Entretanto, começa a prepara-se o arroz: pica-se a cebola e aloura-se ligeiramente no azeite, juntamente com os dentes de alho apenas esborrachados. Os alhos retiram-se mal comecem a alourar. Deita-se o arroz no refogado depois de bem lavado e escorrido e deixa-se fritar, sem corar, até absorver a gordura. Tempera-se com sal e pimenta. Rega-se com o caldo onde cozeram as carnes e os legumes. O caldo deve ter o dobro do volume do arroz. Deixa-se levantar fervura e mete-se no forno, devendo ficar bem seco.
Para servir, cortam-se as carnes, aquecem-se no caldo e colocam-se numa travessa juntamente com os legumes. O arroz é servido à parte, decorando-se a superfície com os enchidos e eventualmente rodelas de cenoura.
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Cantares Populares
SE FORES AO ALENTEJO
O mar deixou o Alentejo
onde trouxe canções de oiro
mas voltar a matar saudades,
nas ondas do trigo loiro.
Se fores ao Alentejo,
vai vai vai vai.
Não te esqueças, dá-lhe um beijo
ai ai ai ai.
Nas capelas e nos montes
há sorrisos de brancura
onde fala a voz de Deus
na voz de cal e da alvura.
Sobe o sol e abrasa a terra
a fecundar as espigas
à sombra das azinheiras
na dolência das cantigas.
Por lonjuras e planuras,
oh solidão, solidão,
eu quero paz no trabalho
p´ra poder ganhar o pão.
Popular do Alentejo
O mar deixou o Alentejo
onde trouxe canções de oiro
mas voltar a matar saudades,

nas ondas do trigo loiro.
Se fores ao Alentejo,
vai vai vai vai.
Não te esqueças, dá-lhe um beijo
ai ai ai ai.
Nas capelas e nos montes
há sorrisos de brancura
onde fala a voz de Deus
na voz de cal e da alvura.
Sobe o sol e abrasa a terra
a fecundar as espigas
à sombra das azinheiras
na dolência das cantigas.
Por lonjuras e planuras,
oh solidão, solidão,
eu quero paz no trabalho
p´ra poder ganhar o pão.
Popular do Alentejo

MORENINHA ALENTEJANA
- Moreninha alentejana,
quem te fez, morena, assim?
- Foi o sol da Primavera
que caía sobre mim.
Que caía sobre mim,
que andava a ceifar o trigo.
- Moreninha alentejana,
Por que não casas comigo?
Porque não casas comigo?
Porque não casas com ela?
-Quem te fez, morena, assim?
-Foi o sol da Primavera.
Popular do Alentejo
quarta-feira, 31 de março de 2010
ALECRIM AOS MOLHOS
Sopa de Cação

Ingredientes:
Para 4 pessoas
• 600 grs de cação
• 2 dentes de alho
• 1 folha de louro
• 1 dl de azeite
• 60 Grs de farinha
• 1 Molho de coentros
• 200 grs de pão caseiro
• vinagre q.b.
• sal q.b.
Confecção:
Limpe o cação, lavando-o bem em água fria. Corte em postas pequenas.
Lave e pise os coentros juntamente com os alhos descascados.
Leve um tacho ao lume. Deite o azeite, os coentros e os alhos pisados, a folha de louro e o vinagre. Deixe refogar, sem queimar o alho.
Deite a farinha dissolvida em água, fervendo até cozer formando um líquido espesso e saboroso.
Junte o cação e deixe continuar a fervura até este cozer. Tempere com sal.
Entretanto, corte o pão em fatias pequenas e finas e distribua pelos pratos.
Deite o conteúdo do tacho sobre o pão que se encontra nos pratos e polvilhe com coentros picados.
Conselho: Se desejar, em vez de colocar o pão nos pratos poderá servi-lo à parte.
:Fígado de Coentrada

Ingredientes:
600 g de fígado de porco
3 dentes de alho
1 molho de coentros
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de vinagre
sal
pimenta
Preparação de Fígado de Coentrada:
Corta-se o fígado aos quadrados. Tempera-se com sal e põe-se a grelhar em lume brando. Grelha-se o fígado uniformemente e de modo a ficar bem grelhado. Depois coloca-se numa travessa e tempera-se com os alhos e os coentros bem picados, o azeite e o vinagre.
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ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA

ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA
Ó rama, ó que linda rama,
Ó rama da oliveira!
O meu par é o mais lindo
Que anda aqui na roda inteira!
Que anda aqui na roda inteira,
Aqui e em qualquer lugar,
Ó rama, que linda rama,
Ó rama do olival!
Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu.
Se houvera quem me ensinara,
Quem aprendia era eu!
Não m' invejo de quem tem
Parelhas, éguas e montes;
Só m' invejo de quem bebe
A água em todas as fontes.
Fui à fonte beber água,
Encontrei um ramo verde;
Quem o perdeu tinha amores,
Quem o achou tinha sede.
Debaixo da oliveira
Não se pode namorar;
A folha é miudinha,
Deixa passar o luar.
VOU-ME EMBORA VOU PARTIR

Vou-me embora vou partir mas tenho esperança
De correr o mundo inteiro, quero ir
Quero ver e conhecer rosa branca no mar
É a vida do marinheiro sem dormir.
É a vida do marinheiro branca flor
Que anda lutando no mar com talento
Adeus adeus minha mãe, meu amor
Eu hei-de ir e hei-de voltar com o tempo.
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Tralalalalalalala

Morreram nas tuas minas…
Tralalalalalalala
Morreram tantos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Trago a cabeça aberta…
Tralalalalalalala
Que me abriu uma barreira, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
E sangue de um camarada, vê lá! Vê lá companheiro, vê lá
Vê lá como venho eu…….
Tralalalalalalala
Santa Barbara bendita…
Tralalalalalalala
Padroeira dos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!Vê lá como venho eu…
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Vindo eu de longe ao longe

Vindo eu de longe ao longe
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar
Parecia um céu aberto
Parecia um céu aberto
Era a sereia no mar
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar.
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AO ROMPER DA BELA AURORA
Ervas aromáticas Alentejanas

ERVAS AROMÁTICAS
TRADIÇÕES ALENTEJANAS CURAS E MEZINHAS (cont.)
A FLOR DA LARANJEIRA:
É utilizada para o chá para as dores de cabeça
AS BARBAS DE MILHO: O chá feito com as barbas de milho é utilizado para a cura de infecções urinárias.
Erva-cidreira: As suas propriedades medicinais reconhecidas a nível popular são utilizadas na cura das dores menstruais.
HORTELÃ: Alem de ser uma erva aromática que se utiliza na culinária, também se pode fazer chá que é utilizado pelas pessoas que sofrem de parasitas intestinais (lombrigas).

SÃO ROBERTO: É uma erva selvagem que era muito utilizada para fazer chá para problemas de estômago.

POEJO: É uma erva aromática, muito utilizada pelo povo alentejano, para diversos pratos de culinária, licores e também para cura alternativa medicinal ex: o chá de poejo é utilizado para curas de gripes e constipações.

LOURO: É utilizado na confecção de pratos culinários como digestivo e ajuda na digestão das refeições.
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A apanha da azeitona

Para quem ainda se recorda, a apanha da azeitona, era um trabalho agrícola, realizado entre os meses de Novembro e Fevereiro. Não era uma tarefa fácil, mas os trabalhadores, da aldeia e dos pequenos montes alentejanos faziam desta tradição, um convívio familiar com alegria e satisfação.
Logo de manhã cedo, grupos de rapazes e raparigas, juntavam-se à porta da casa do patrão, cada um com a sua cesta de arco, onde levavam a comida (broa, sardinhas e azeitonas), uns petisquinhos… e só regressavam à noite.
Os rapazes levavam as varas às costas, com os panais embrulhados, a cântara ou a cabaça da «pinga».
As raparigas levavam o cabaz de verga e os sacos de linhagem,feitos de pano-cru, comprado na feira.Eram estendidos no chão para onde iriam cair as azeitonas depois de varejadas. Este produto é considerado indespensável na cozinha alentejana, o mesmo se dirá do belíssimo azeite, proveniente da mesma.
No final da safra os panais, eram sujeitos a barrela (lavagem com água quente e cinza) servindo depois para colocar na cama, utilizados como lençóis. OS trabalhadores alentejanos eram sem duvida, felizes à sua maneira.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Poetas Alentejanos

O Fado
Cumprida a rotação,
marcava mais um dia o calendário.
E sempre este fadário
de versos na tristeza da canção.
É noite, agora? Ou dia? Quem o sabe?
Dolentes guitarradas
gemem desesperadas
no tempo do silêncio que lhes cabe.
A voz se solta rouca e chora o canto
fatal do sofrimento,
enquanto o xaile negro, em negro manto,
enluta o desespero do lamento.
E assim, no desencontro da existência,
monótona se cumpre a rotação,
sofrida no fadário da cadência
que marca o calendário da canção.
Poetas Alentejanos

A palavra
A palavra, suspensa, balouça
ao sabor dos afagos da brisa
e, num vago murmúrio, precisa
proibidos anseios de moça…
É o fruto em promessa da flor,
suculento, a sonhar-se maduro.
Ai, anelos do tempo futuro
de ousadias de estios de ardor!
E a palavra é mulher e fascina!
E o feitiço entontece e cativa!
E o poema, nas formas a haver,
encandeia-se na tremulina
que, gaiata, se dá e se esquiva,
balouçando entre o ser e o não-ser…
Bolo Finto Alentejano

Ingredientes para 3 bolos:
14 Ovos
700 g de açúcar
cerca de 3 kg de farinha
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
1 cálice de aguardente
1/2 colher de sobremesa de erva-doce (facultativo)
sal q.b.
1 ovo batido e açúcar para dourar.
Preparação
Dilui-se o fermento num pouco de água morna; batem-se os ovos com o açúcar e junta-se o azeite, o leite, a aguardente, o sal necessário e a erva-doce. Junta-se o fermento diluído. Aquece-se ligeiramente esta mistura em lume muito brando e depois vai-se juntando a farinha, até obter massa com consistência semelhante à massa de pão. Pode não ser necessário adicionar a farinha toda, depende muito do tamanho dos ovos e do grau de humidade.•
Amassa-se muito bem, até formar bolhas. Deixa-se fintar durante cerca de 5 horas, abafada com um pano branco, longe de correntes de ar.
Quando finta (lembrem-se que a massa deve duplicar de volume e o tempo é indicativo, porque depende muito da temperatura ambiente), divide-se em 3 parte iguais e formam-se os bolos. Deixam-se crescer novamente, bem separados uns dos outros, sobre o tabuleiro onde vão cozer. Depois pincelam-se com ovo batido e polvilham-se com açúcar.
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