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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Trigueira de raça











No nosso Alentejo
É tão lindo ouvir
Cantar as ceifeiras,
Ver as mondadeiras
No campo a sorrir.

Trigueira de raça,
Quem te fez assim
Ceifando os trigais,
Ouvindo os teus ais
Com pena de mim?

Eu por ti chorando
Alegre e cantando
Sinto o teu desejo,
Linda trigueirona,
Linda alentejana,
Dá-me cá um beijo.

À sombra da silva
É que eu adormeço
Sonhando contigo.
Linda alentejana,
Eu não te mereço.

quarta-feira, 31 de março de 2010

ALECRIM AOS MOLHOS


ALECRIM AOS MOLHOS


Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus Olhos
Ai meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do monte
Era o alecrim

Alecrim, alecrim doirado
Que nasce no monte
Sem ser semeado
Ai meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do monte
Era o alecrim

ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA


ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA

Ó rama, ó que linda rama,
Ó rama da oliveira!
O meu par é o mais lindo
Que anda aqui na roda inteira!

Que anda aqui na roda inteira,
Aqui e em qualquer lugar,
Ó rama, que linda rama,
Ó rama do olival!

Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu.
Se houvera quem me ensinara,
Quem aprendia era eu!

Não m' invejo de quem tem
Parelhas, éguas e montes;
Só m' invejo de quem bebe
A água em todas as fontes.

Fui à fonte beber água,
Encontrei um ramo verde;
Quem o perdeu tinha amores,
Quem o achou tinha sede.

Debaixo da oliveira
Não se pode namorar;
A folha é miudinha,
Deixa passar o luar.

VOU-ME EMBORA VOU PARTIR














Vou-me embora vou partir mas tenho esperança
De correr o mundo inteiro, quero ir
Quero ver e conhecer rosa branca no mar
É a vida do marinheiro sem dormir.

É a vida do marinheiro branca flor
Que anda lutando no mar com talento
Adeus adeus minha mãe, meu amor
Eu hei-de ir e hei-de voltar com o tempo.

Tralalalalalalala
















Morreram nas tuas minas…
Tralalalalalalala
Morreram tantos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Trago a cabeça aberta…
Tralalalalalalala
Que me abriu uma barreira, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
E sangue de um camarada, vê lá! Vê lá companheiro, vê lá
Vê lá como venho eu…….
Tralalalalalalala
Santa Barbara bendita…
Tralalalalalalala
Padroeira dos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!Vê lá como venho eu…

Vindo eu de longe ao longe















Vindo eu de longe ao longe
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar
Parecia um céu aberto

Parecia um céu aberto
Era a sereia no mar
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

É tao grande o Alentejo...



Letra

É tão Grande o Alentejo

No alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra,
vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lançando a semente á terra.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!...
A terra é que dá o pão,
para bem desta nação
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido,
á margem, ao sul do Tejo,
há gente desempregada.
TAnta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo!

segunda-feira, 22 de março de 2010

MORENINHA ALENTEJANA


Moreninha alentejana,
Quem te fez morena assim?
Foi o sol da Primavera
Que caía sobre mim.

Que caía sobre mim
Que andava a ceifar o trigo.
Moreninha Alentejana,
Por que não casas comigo.

Por que não casas comigo?
Por que não casas com ela?
Quem te fez, morena, assim?
Foi o sol da Primavera.

É TÃO GRANDE O ALENTEJO














No Alentejo eu trabalho
Cultivando a dura terra.
Vou fumando o meu cigarro,
Vou cumprido o meu horário
Lá na encosta da serra.

É tão grande o Alentejo,
Tanta terra abandonada!
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido
À margem do sul do Tejo.
Há gente desempregada
Tanta terra abandonada,
È tão grande o Alentejo.

Trabalha, homem trabalhar,
Se queres ter o teu valor.
Os calos são os anéis
Do homem trabalhador.

É tão grande o Alentejo
Tanta terra abandonada.
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido
Á margem ao sul do Tejo.
Há gente desempregada,
Tanta terra abandonada,
É tão grade o Alentejo.

CANTA, ALENTEJANO, CANTA















Canta alentejano, canta,
O teu canto é oração,
Tens a alma na garganta
Solidão, ai não, ai não

Solidão, ai não, ai não!
Quem canta, seu mal espanta.
O teu canto é oração:
Canta, alentejano, canta!

Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu.
Houvera quem me ensinara,
Quem aprendia era eu.

Meu lírio roxo do campo
















Meu lírio roxo do campo
Criado na Primavera, quem me dera
Amor saber a tua intenção qual era
A tua intenção qual era, um amor que eu cria tanto
Criado na Primavera meu lírio roxo do campo.

Ao romper da bela aurora
Sai o pastor da choupana vem gritando em altas vozes
Muito padece quem ama
Muito padece quem ama mais padece quem namora
Sai o pastor da choupana ao romper da bela aurora.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Senhora cegonha




















Senhora cegonha,
Como tem passado?
Não há quem a veja
Não vai à igreja
Pousar no telhado.

Senhora cegonha,
No bico um raminho
Anuncia a hora
De se ir embora
Do seu belo ninho

No seu belo ninho
Senhora cegonha
Ponha ovos ponha,
Que seja bem-vinda,
Branquinha tão linda,
Lá vem a cegonha.

Quando chega o Outono
Um bando levanta
Anuncia a hora
De se ir embora
Leva meia branca.

Eu ouvi o passarinho às quatro da madrugada




















Eu ouvi um passarinho
às quatro da madrugada,
Cantando lindas cantigas
à porta da sua amada.

Ao ouvir cantar tão bem
a sua amada chorou.
Às quatro da madrugada
o passarinho cantou.

Alentejo quando canta,
vê quebrada a solidão;
traz a alma na garganta
e o sonho no coração.

Alentejo, terra rasa,
toda coberta de pão;
a sua espiga doirada
lembra mãos em oração

Fui colher uma romã

















Fui colher uma romã
Estava madura no ramo
Fui encontrar no jardim
Fui encontrar no jardim
Aquela mulher que eu amo

Aquela mulher que eu amo
Dei-lhe um aperto de mão
Estava madura no ramo
Estava madura no ramo
E o ramo chegava ao chão

Não julgues por eu cantar
Que a vida alegre me corre
Eu sou como o passarinho
Eu sou como o passarinho
Tanto canta até que morre.

Cantares Alentejanos


CANTARES ALENTEJANOS
“Eu sou devedor à terra; a terra me está devendo; a terra paga-me em vida; eu pago à terra morrendo”
Um povo que; apesar de muitas vezes ser forçado a sair para procurar melhores condições de vida; continua a preservar; seu amor pela terra. Para o fazer sentir e demonstrar; o povo usa a voz e canta a saudade, as alegrias e as tristezas. A origem dos cantos alentejanos está no tempo em que se faziam tarefas agrícolas na grande planície. Aglomerados pequenos e distâncias grandes, ao longe das quais se ia cantando, até chegar ao campo de trabalho. Uma ida até a taberna era sempre uma boa ocasião para conviver com os amigos.
Se há coisa que um alentejano preza é o saber cantar como manda a regra.
Para isso são sempre necessários três elementos: a primeira voz, que inicia o canto e a que se dá o nome de “ponto”: a segunda voz, a que se dá o nome de “alto” Santos Populares e Carnaval, e ao som das quais se chegaram a fazer bailes: e as modas terra de barro.
É que existe uma grande rivalidade entre vários grupos de cantares. Mas dizem os envolvidos na matéria que é uma rivalidade sã. O canto alentejano ainda continua bem
vivo.
O traje típico do alentejano quando canta e o fato domingueiro; a camisa, o colete e a
calças finas. Existe, no entanto, uma excepção, que é o caso do grupo etnográfico “ceifeiros de Cuba”. Estes, tal como o próprio nome indica, vestem o fato de trabalho; calças, colete e camisa de fazenda grossa, pois como diz a expressão popular “o que guarda o frio, guarda o calor”. Usam também os ceifões para proteger as pernas, os alforges, a foice, os canudos de cana para proteger os dedos durante a ceifa e a corna das azeitonas. Esta é a farda típica de trabalho que eles vestem sempre que a actuação é programada.
Hoje já não é fácil angariar jovens para se unirem uns aos outros e cantarem as modas típicas da sua terra. Enquanto isso, os mais velhos vão tentando preservar o património que herdaram e que guardam com muito orgulho. E assim vão cantando até que a voz lhes doa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

À noite ouvindo a raposa



















À noite ouvindo a raposa
O rouxinol no silvado
De samarra e gabão
Encostado ao seu cajado

O pastor alentejano
Tem seu cão por companhia
Nos campos do Alentejo
Onde passa noite e dia

Onde passa noite e dia
Todos os dias do ano
Tem seu cão por companhia
O pastor alentejano

O sol é que alegra o dia
Pela manhã quando nasce
Ai de nós o que seria
Se o sol um dia faltasse.