quarta-feira, 31 de março de 2010

ALECRIM AOS MOLHOS


ALECRIM AOS MOLHOS


Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti
Choram os meus Olhos
Ai meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do monte
Era o alecrim

Alecrim, alecrim doirado
Que nasce no monte
Sem ser semeado
Ai meu amor
Quem te disse a ti
Que a flor do monte
Era o alecrim

Sopa de Cação












Ingredientes:
Para 4 pessoas
• 600 grs de cação
• 2 dentes de alho
• 1 folha de louro
• 1 dl de azeite
• 60 Grs de farinha
• 1 Molho de coentros
• 200 grs de pão caseiro
• vinagre q.b.
• sal q.b.
Confecção:
Limpe o cação, lavando-o bem em água fria. Corte em postas pequenas.
Lave e pise os coentros juntamente com os alhos descascados.
Leve um tacho ao lume. Deite o azeite, os coentros e os alhos pisados, a folha de louro e o vinagre. Deixe refogar, sem queimar o alho.
Deite a farinha dissolvida em água, fervendo até cozer formando um líquido espesso e saboroso.
Junte o cação e deixe continuar a fervura até este cozer. Tempere com sal.
Entretanto, corte o pão em fatias pequenas e finas e distribua pelos pratos.
Deite o conteúdo do tacho sobre o pão que se encontra nos pratos e polvilhe com coentros picados.
Conselho: Se desejar, em vez de colocar o pão nos pratos poderá servi-lo à parte.

:Fígado de Coentrada
















Ingredientes:
600 g de fígado de porco
3 dentes de alho
1 molho de coentros
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de vinagre
sal
pimenta

Preparação de Fígado de Coentrada:
Corta-se o fígado aos quadrados. Tempera-se com sal e põe-se a grelhar em lume brando. Grelha-se o fígado uniformemente e de modo a ficar bem grelhado. Depois coloca-se numa travessa e tempera-se com os alhos e os coentros bem picados, o azeite e o vinagre.

ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA


ÓH RAMA, Ó QUE LINDA RAMA

Ó rama, ó que linda rama,
Ó rama da oliveira!
O meu par é o mais lindo
Que anda aqui na roda inteira!

Que anda aqui na roda inteira,
Aqui e em qualquer lugar,
Ó rama, que linda rama,
Ó rama do olival!

Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu.
Se houvera quem me ensinara,
Quem aprendia era eu!

Não m' invejo de quem tem
Parelhas, éguas e montes;
Só m' invejo de quem bebe
A água em todas as fontes.

Fui à fonte beber água,
Encontrei um ramo verde;
Quem o perdeu tinha amores,
Quem o achou tinha sede.

Debaixo da oliveira
Não se pode namorar;
A folha é miudinha,
Deixa passar o luar.

VOU-ME EMBORA VOU PARTIR














Vou-me embora vou partir mas tenho esperança
De correr o mundo inteiro, quero ir
Quero ver e conhecer rosa branca no mar
É a vida do marinheiro sem dormir.

É a vida do marinheiro branca flor
Que anda lutando no mar com talento
Adeus adeus minha mãe, meu amor
Eu hei-de ir e hei-de voltar com o tempo.

Tralalalalalalala
















Morreram nas tuas minas…
Tralalalalalalala
Morreram tantos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Trago a cabeça aberta…
Tralalalalalalala
Que me abriu uma barreira, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
E sangue de um camarada, vê lá! Vê lá companheiro, vê lá
Vê lá como venho eu…….
Tralalalalalalala
Santa Barbara bendita…
Tralalalalalalala
Padroeira dos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!Vê lá como venho eu…

Vindo eu de longe ao longe















Vindo eu de longe ao longe
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar
Parecia um céu aberto

Parecia um céu aberto
Era a sereia no mar
Vindo eu de longe ao perto
Ouvir as moças cantar.

AO ROMPER DA BELA AURORA



Gosto de quem canta bem
Que é uma prenda bonita
Não empobrece ninguém
Assim como não enrica

Ao romper da bela aurora
Sai o pastor da choupana
Vem cantado em altas vozes
Muito padece quem ama.

Muito padece quem ama
Mais padece quem namora
Sai o pastor da choupana
Ao romper da bela aurora.

Ervas aromáticas Alentejanas


ERVAS AROMÁTICAS
TRADIÇÕES ALENTEJANAS CURAS E MEZINHAS (cont.)

A FLOR DA LARANJEIRA:

É utilizada para o chá para as dores de cabeça

AS BARBAS DE MILHO: O chá feito com as barbas de milho é utilizado para a cura de infecções urinárias.

Erva-cidreira: As suas propriedades medicinais reconhecidas a nível popular são utilizadas na cura das dores menstruais.

HORTELÃ: Alem de ser uma erva aromática que se utiliza na culinária, também se pode fazer chá que é utilizado pelas pessoas que sofrem de parasitas intestinais (lombrigas).


SÃO ROBERTO: É uma erva selvagem que era muito utilizada para fazer chá para problemas de estômago.











POEJO: É uma erva aromática, muito utilizada pelo povo alentejano, para diversos pratos de culinária, licores e também para cura alternativa medicinal ex: o chá de poejo é utilizado para curas de gripes e constipações.








LOURO: É utilizado na confecção de pratos culinários como digestivo e ajuda na digestão das refeições.

A apanha da azeitona


Para quem ainda se recorda, a apanha da azeitona, era um trabalho agrícola, realizado entre os meses de Novembro e Fevereiro. Não era uma tarefa fácil, mas os trabalhadores, da aldeia e dos pequenos montes alentejanos faziam desta tradição, um convívio familiar com alegria e satisfação.
Logo de manhã cedo, grupos de rapazes e raparigas, juntavam-se à porta da casa do patrão, cada um com a sua cesta de arco, onde levavam a comida (broa, sardinhas e azeitonas), uns petisquinhos… e só regressavam à noite.
Os rapazes levavam as varas às costas, com os panais embrulhados, a cântara ou a cabaça da «pinga».
As raparigas levavam o cabaz de verga e os sacos de linhagem,feitos de pano-cru, comprado na feira.Eram estendidos no chão para onde iriam cair as azeitonas depois de varejadas. Este produto é considerado indespensável na cozinha alentejana, o mesmo se dirá do belíssimo azeite, proveniente da mesma.
No final da safra os panais, eram sujeitos a barrela (lavagem com água quente e cinza) servindo depois para colocar na cama, utilizados como lençóis. OS trabalhadores alentejanos eram sem duvida, felizes à sua maneira.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Poetas Alentejanos
















O Fado

Cumprida a rotação,
marcava mais um dia o calendário.
E sempre este fadário
de versos na tristeza da canção.


É noite, agora? Ou dia? Quem o sabe?
Dolentes guitarradas
gemem desesperadas
no tempo do silêncio que lhes cabe.

A voz se solta rouca e chora o canto
fatal do sofrimento,
enquanto o xaile negro, em negro manto,
enluta o desespero do lamento.

E assim, no desencontro da existência,
monótona se cumpre a rotação,
sofrida no fadário da cadência
que marca o calendário da canção.

Poetas Alentejanos


















A palavra

A palavra, suspensa, balouça
ao sabor dos afagos da brisa
e, num vago murmúrio, precisa
proibidos anseios de moça…

É o fruto em promessa da flor,
suculento, a sonhar-se maduro.
Ai, anelos do tempo futuro
de ousadias de estios de ardor!

E a palavra é mulher e fascina!
E o feitiço entontece e cativa!
E o poema, nas formas a haver,

encandeia-se na tremulina
que, gaiata, se dá e se esquiva,
balouçando entre o ser e o não-ser…

Bolo Finto Alentejano














Ingredientes para 3 bolos:

14 Ovos
700 g de açúcar
cerca de 3 kg de farinha
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
1 cálice de aguardente
1/2 colher de sobremesa de erva-doce (facultativo)
sal q.b.
1 ovo batido e açúcar para dourar.

Preparação

Dilui-se o fermento num pouco de água morna; batem-se os ovos com o açúcar e junta-se o azeite, o leite, a aguardente, o sal necessário e a erva-doce. Junta-se o fermento diluído. Aquece-se ligeiramente esta mistura em lume muito brando e depois vai-se juntando a farinha, até obter massa com consistência semelhante à massa de pão. Pode não ser necessário adicionar a farinha toda, depende muito do tamanho dos ovos e do grau de humidade.•
Amassa-se muito bem, até formar bolhas. Deixa-se fintar durante cerca de 5 horas, abafada com um pano branco, longe de correntes de ar.
Quando finta (lembrem-se que a massa deve duplicar de volume e o tempo é indicativo, porque depende muito da temperatura ambiente), divide-se em 3 parte iguais e formam-se os bolos. Deixam-se crescer novamente, bem separados uns dos outros, sobre o tabuleiro onde vão cozer. Depois pincelam-se com ovo batido e polvilham-se com açúcar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

versos para os idosos

Nós gostamos muito de os ver

Pois passaram uma vida a sorrir

Daqui por uns anos, nem que seja a sofrer

Nós todos os possamos ouvir.


Os anos que passaram a penarem

Com isto nada tem comparação

Depois de muitos anos a sofrerem

Merecem de todos a máxima atenção.


Vós quase todos pais e avós

Que tudo fizeram para nada nos faltar

Deixem que sejamos nós a tratar de vós

Faremos de tudo para nada vos faltar.


Por toda a vida que passaram a sofrer

Por tudo isso nós aprendemos a ler

Deixem sermos nós a decidir e a querer

Fazermos tudo para não os vermos sofrer


Vós que passastes de noite e dia a sofrer

Para nos verem alegres, satisfeitos e criados

Deixem-nos que nós possamos cuidar e conter

Por favor deixem sermos nós a termos os cuidados


Vós tanto, trabalharam, sofreram e penaram

Somos, homens, mulheres e viram-nos crescer

Peço-vos não se lembrem do que penaram

Deixem-nos agora com alegria a vê-los viver.


Vermo-los assim nunca nós pensamos nisso

Que vós pensem no vosso melhor bem-estar

Todos nós fazemos e acreditamos nisso

Não somos capaz de pagar todo o vosso penar

Senhora Cegonha



Letra

Senhora Cegonha


Senhora cegonha, como tem passado?
Não há quem a veja
Não vai à igreja
Pousar no telhado.

Senhora cegonha,
No bico um raminho
Anuncia a hora
De se ir embora
Do seu belo ninho

No seu belo ninho
Senhora cegonha
Ponha ovos ponha,
Que seja bem-vinda,
Branquinha tão linda,
Lá vem a cegonha.

Quando chega o Outono
Um bando levanta
Anuncia a hora
De se ir embora
Leva meia branca.

É tao grande o Alentejo...



Letra

É tão Grande o Alentejo

No alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra,
vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lançando a semente á terra.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!...
A terra é que dá o pão,
para bem desta nação
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido,
á margem, ao sul do Tejo,
há gente desempregada.
TAnta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Boleima alentejana


Ingredientes:
• 1 kg de massa de pão
• 500 g de açúcar
• 250 g de banha
• 6 Ovos
• Raspa de 1 limão
• 1 Colher (chá) de fermento
• Canela
Confecção:
Batem-se muito bem todos os ingredientes com a excepção da canela e de um pouco de açúcar que servirá para polvilhar a boleima.
Quando ficar macia e com bolhas, deita-se num tabuleiro bem untado. Polvilha-se com açúcar e canela e leva-se a cozer em forno moderadamente quente.

Como se confecciona a Rechina no Alentejo.


Ingredientes:

- 2 Kg de miudezas de porco
- um redenho (gordura que envolve as tripas)
- 1 moleja
- 1 l de sangue
- 4 dentes de alho
- 8 grãos de pimenta
- colorau
- cravinho moído
- cominhos
- sal laranja
- fatias de pão caseiro
Preparação:
Esta receita faz-se no dia da matança do porco, para se utilizar o sangue, que entretanto, foi misturado com um pouco de vinagre para não coalhar. As miudezas do porco são compostas pelo fígado, bofe, coração e rins. Num tacho de barro, com o redenho derretido, juntam-se as miudezas, juntam-se as miudezas, que foram cortadas aos bocadinhos e barradas com alho e sal. Faz-se o mesmo em relação à moleja.
Adicionam-se os condimentos e deixa-se refogar. Depois desta operação, junta-se um pouco de sal. Quando estiver cozido retira-se um pouco de caldo e mistura-se com o sangue, para ficar desfeito. Ainda com o tacho ao lume a ferver, deita-se o sangue aos poucos, mexendo sempre, para engrossar o caldo e cozer. Colocam-se as sopas numa terrina e regam-se com o caldo.
A carne é servida numa travessa com rodelas de laranja.

Como se realiza a Tradicional Matança do Porco no Alentejo.


A Matança do porco é um dos dias mais especiais da tradição alentejana rural. É mesmo um dia de festa, um dia “bem comido e bebido”! Muitas famílias do mundo rural criam o seu porco durante meses, até que chega uma altura em que decidem proceder ao seu abate. Normalmente até se costuma matar mais de um animal.
Vários homens e rapazes, normalmente 4 ou 5, e uma mulher participam na Matança. Este abate é feito com a “Faca da matança”, que geralmente é uma faca longa e afiada, a qual é cravada num só golpe na jugular do suíno (geralmente quem faz o abate é um homem com experiência, para o animal não sofrer).
O sangue escorre então abundantemente para dentro de um recipiente em barro (alguidar), que vai sendo mexido por uma mulher, para não coalhar. Com este sangue se faz a célebre receita da “Cachola” (ou “Rexina) e enchidos chamados de sangue. Outra parte do sangue não é mexido, é cozido aos bocados, para depois ser temperado com alho, azeite e vinagre.
Depois de sangrado, o bicho é raspado. Para tal recorre-se ao fogo (em tempos mais antigos, fazia-se um lume com ramagens bravias, nas quais se pegava com forquilha para ir passando pela pele do suíno, hoje é usual utilizar um maçarico) para queima dos pêlos e da primeira pele. Um pedaço de telha ou um ferro (chamado “Raspadeira”), é vigorosamente passado pelo animal assim que passa o fogo, para raspagem e respectiva limpeza. Com água ao balde, ou mangueira, lava-se o bicho.
Abre-se de seguida um rasgão na pele que antecede os tendões das patas traseiras, para se pendurar o porco no “Chambaril” (peça em madeira arqueada, pendurada numa trave forte com corda). Um homem hábil abre da cabeça ao anús o porco, cujo interior cai de um tropeço num alguidar. Com os órgãos e demais tripas fazem-se os mais variados petiscos e pratos. As tripas, depois de limpas, servem para fazer os tradicionais enchidos. Depois de lavado o interior do animal, deixa-se a carne esfriar por 24h, coberta com um pano branco.
Entretanto é usual os participantes na matança assarem em lume de chão, uns bons nacos do porco, comerem bocados de sangue coado bem temperado, ao mesmo tempo que bebem um bom tinto local. Aqui se contam proezas de outras matanças e boas anedotas. Passadas as 24h, vai para cima de uma bancada limpa e corta-se o animal nas suas mais variadas partes. Fazem-se os enchidos, tarefa normalmente executada pelo sexo feminino.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Feijoada com cabeça de porco à Alentejana


Ingredientes
• 1 kg de feijão branco
• 1,5 kg de cabeça de porco limpa incluindo a orelha
• 2 cebolas médias
• 1 dl de azeite virgem
• 4 dentes de alho
• 1 folha de louro
• 1 molho pequeno de salsa
• linguiça de porco preto
q.b de sal
• q.b de pimenta branca
Confecção:

Pôr o feijão branco de molho e salgar a cabeça de porco de um dia para o outro.
Coze-se o feijão como habitualmente e reserva-se.
A cabeça de porco lava-se muito bem e numa panela com água coze-se juntamente com a linguiça.
Faz-se um refogado com cebola, dentes de alho picados, azeite e o louro.
Junta-se um pouco de água das cozeduras, cabeça de porco cozida e cortada aos bocados, o feijão, a linguiça às rodelas e salsa picada.
Deixa-se apurar um pouco em lume brando.
Rectifica-se o tempero com um pouco de sal (se necessário) e pimenta.
Serve-se bem quente.